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Be Strong, Be The One To Choose

24
Jul14

Lista de Verão

por stardustandmoonlight
Moonlight, decidi fazer uma lista de coisas a fazer no meu verão... onde vou acrescentando o que gostava de fazer:
1. Fazer uma viagem
2. Sair com amigos
3. Ler 10 livros
4. Descobrir uma nova banda
5. Ir a um concerto
6. Fazer uma tatuagem
7. Ir ao rio
8. Ir a Praia
9. Conhecer pessoas novas
10. Fazer uma festa 
11. Ir as compras
12. Ir a Piscina
13. Descobrir a musica deste verão de preferência que tenha a ver comigo
14. Ir ao cinema
15. Fazer uma viagem com as minhas melhores amigas
16. Aprender uma actividade nova
17. Começar um livro
18. Aprender a dançar
19. Ter um novo estilo
20. Comprar mais livros
21. Fazer uma estante nova
22. Ir a Espanha
23. Ir a Fátima
24. Arranjar trabalho
25. Ver uma nova serie
26. Arranjar um novo hobbie
27. Ver o por de sol
28. Ver o nascer do sol
...
Alguém tem sugestões para a lista? 

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18
Jul14



Ella


Dirigi durante a noite e o dia... estava cansada e realizada ao mesmo tempo, tinha sido gratificante e recompensador mas porém tinhas as suas desvantagens como por exemplo o calor, o frio, manter-me acordada, saber onde estava e não me perder e claro ter nas posto de abastecimento. São aqueles locais a beira das estradas onde geralmente tinha uma bomba de gasolina com uma loja de conveniência, um restaurante ao lado com self-service com um parque de estacionamento para camionetas e carros e perto um motel. Ora, eu tive que para algumas vezes para esticar as pernas, comer e ir a casa de banho e tirar algumas fotos aos locais. E em quase todos os locais fora sempre chateada por camionistas e turistas... era arrepiante. 


Era louco e doido a ideia de estar sozinha nesta aventura mas eu já estava nela e não valia pena ir para trás, era como o anónimo dissera, não tinha nada a perder.


Mary ligara ao meio dia para me dar um sermão e me dar os parabéns por me decidir mas que teria que passar por Texas e visitar a sua fazenda e conhecer o seu primo Niall. Coisa que faria daqui a uns meses. Quando tivesse por perto, não tinha data concreta, era o bom disso, eu não tinha quais queres obrigações.


Por volta das sete estava com tanta fome e com sono que quando cheguei a Cleveland estacionei no primeiro motel que encontrei. Tinha dois andares, parecia barato para aquilo que oferecia que era muito pouco. Sai do carro e foi para a receção, onde estava um senhor de aspeto de 40 anos, ele olhou para mim e sorriu como um predador.


- Queria um quarto para uma noite - disse sentindo a boca seca e rouca.


- Não temos quartos disponíveis.


- Só pode estar a brincar, como assim não tem quartos disponíveis?


Era só o que faltava, pensei irritada, o que faltava?


- Calma, linda podes sempre ficar comigo - disse com meio sorriso.


Okay, pensei virando-me e saindo imediatamente para trás saindo da receção. Arrepiante, arrepiante e nojento! Pensei estremecendo entrando no carro saindo do parque de estacionamento sem olhar duas vezes para trás. Entrei na estrada e dirigi esperando encontrar um motel. Esperava não ter que dormir no carro, não era nada confortável e as minhas costa e o meu cu estavam a protestar imenso. 


Tinha sempre sonhado com estás aventuras e apesar de me sentir realizada com isso sentia-me uma solidão a tomar conta de mim. Sentia falta de falar com alguém, o silêncio estava a ser demasiado para mim. Era como se estivesse quase a sufocar e não havia distracções. Era como se estivesse a espera que algo acontecesse... mas nada se passava. Era apenas a estrada. E eu estava a adorar mas gostava de ter companhia. Liguei o radio e estava a dar a musica Radioactive dos Imagine Dragons, talvez fosse ao pc ver quando e onde seria o próximo concerto deles e ir vê-los. 


Foi nesse momento que eu vi um Motel a beira de um Bar que parecia um pub. Eu estacionei a beira da receção e sai e entrei num instante. Estava um rapaz a trabalhar no computador, ele reparou em mim e sorriu educadamente.


- Olá! O que deseja?


- Um quarto por uma noite, por favor - disse dando meio sorriso.


O rapaz teclou rapidamente no computador e pegou numas chaves e num recibo, paguei e sai da receção indo para o carro entrando no parque de estacionamento do motel. Sai do carro pegando em todas as malas e nas mantas que tinha no carro, sabe-se lá como estariam os lençóis daqui.


Deve ser assim que os grandes heróis nos livros se sentem, como Harry Potter quando estava a procura dos Horcruxes, ou como Katniss nos Jogos da Fome, quando tem que salvar Peeta de morrer no primeiro livro. Confusos, perdidos e depois chega um momento em que o herói supera as dificuldades e sai dos destroços vivo e como herói!(Sim, eu leio esses livros! Não me julguem!)  Mas neste momento apenas sentia-me cansada, exausta e com a necessidade de uma boa noite dormida.


Ao abrir reparei que tinha a pintura desgastada, uma cama de madeira que parecia apresentável e uma casa de banho que parecia limpa.


Peguei numa manta e cai na cama adormecendo. Quando acordei tinha-se passado duas horas.


Estiquei-me, estalando os ossos, sentindo-me cansada peguei no telemóvel e telefonei a Mary.


- Oi Maluca! - Cumprimentou-me o que me fez sorrir. - Onde andas?


- Cleveland - disse sorrindo pondo a carregar o tablet e o pc. - Estou num motel, vou descansar e amanhã volto para a estrada.


-Para que lado? - Perguntou curiosa.


Olhei para fora da janela e vi um rapaz a entrar no bar que parecia giro.


- Ainda não sei - disse enquanto ponderava se comia ali ou não. - Quando vais para Texas?


- Amanhã - respondeu parecendo sorrir. - A tua mãe ligou.


Ora ai estava algo que eu receava a ideia da minha mãe saber que eu estava numa viagem sozinha, sem ninguém e sem segurança iria fazer trepar paredes e armar um sermão horrível sobre os perigos na estrada. Eu encolhi só de pensar no que dissera a Mary.


- O que lhe disseste? - Perguntei enquanto procurava pelo meu casaco com apenas uma mão.


- Eu disse-lhe que andavas a fazer um trabalho e por isso não podias estar em casa.


Respirei fundo aliviada enquanto pegava nas chaves do quarto e sai do quarto fechando-o.


- Vou agora a um bar jantar, eu vou tirar umas fotos ao local e mando-te.


-Okay, tem cuidado, por favor. E leva o spray de pimenta sempre contigo. Adoro-te.


-Okay, mãe. Também te adoro.


Eu desliguei o telemóvel e vestindo o casaco indo para o bar a frente. Assim que entrei não pode deixar de notar que a decoração sobressai com o interior, era de madeira com mesas de madeiras e sofás, tinha um balcão enorme de madeira onde estava vários homens a comer ou a beber que assim que me viram a entrar puseram se a olhar para mim.  Fechei o casaco automaticamente baixando o olhar. Indo para a mesa mais próxima pegando no menu para escolher algo para comer.


- Então o que vai ser, uma fuga inesperada ou uma visita familiar?


Olhei para o Barman que era loiro de olhos azuis com um pequeno bloco na mão e um sorriso presunçoso.


Ora ai estava uma boa pergunta, qual era a minha desculpa se me perguntassem.


- Desculpa? - Perguntei confusa.


- Só há duas razões para estar a se viajar sozinha. Uma das razões pode ser  visitar um familiar, a outra que podes estar a fugir quais delas?


- Nenhuma que te interessa - disse revirando os olhos. 


- Qual é teu nome boneca? - Perguntou colocando uma mão na mesa olhando para mim. - Talvez possa-te ajudar no teu destino. 


- Ella e tu és um grande parvalhão! 


Fiquei espantada com a minha atitude mas o rapaz apenas sorriu preparando-se para me tocar no braço quando uma rapariga loira lhe tocou no ombro. 


- Jules, porque não vais ajudar o Liam nos pedidos? - Perguntou sorrindo para mim como quem pede desculpa. 


Jules olhou para ela com um estranho olhar como se a rapariga fosse a sua namorada e tinha acabado de fazer algo fora da linha. A rapariga apenas pós uma mão na anca como em desafio. Jules deu um aceno de cabeça e virou-se para o bar.


- Desculpa, ele pode ser um pouco chato - disse sorrindo. - O que vai ser?


Ela sorriu para mim e ela lembrou-me imenso de Mary.


- Pode ser um hambúrguer com uma Coca-Cola.


Ela apontou na prancheta e sorriu antes de ir para o balcão falar com um rapaz com cabelo curto castanho claro e olhos verdes, era alto com ombros largos, era o tal rapaz que eu vira a entrar no bar.


Ele olhou para mim desconfiado e de seguida sai do balcão com um prato na mão e uma coca-cola na outra. Ele veio até a minha mesa e pousou.


-Aqui está, se tiveres mais algum problema com o Jules avisa.


Eu ri-me, não consegui evitar o que fez com que ele olhasse irritado. A sua atitude fez-me parar de rir sentindo um arrepio nas costas.


- O que foi? - Perguntou olhando para mim ainda irritado.


-Não vais fazer o mesmo que ele? Dizer uma frase feita a espera que a rapariga fique apanhada e impressionada. Aposto que o fazes.


Ele estalou a língua e pegou num bloco parecendo ainda mais irritado.


-Vais querer mais alguma coisa? - Perguntou.


Ou ele estava mesmo irritado comigo ou ele apenas era assim.


-Ah, não, estou bem. Desculpa.


Ele olhou-me por segundos surpreendido mas de seguida virou-se e foi para o balcão.


Olhei para o meu hambúrguer que parecia delicioso, e servi-me da Coca-Cola quando se sentaram a minha frente. Olhei para cima e vi que era o rapaz de olhos verdes que colocou um bloco na mesa e começou a escrever o que me fez olhar para ele admirada. Olhei para o balcão r vi que a rapariga e Jules estavam a olhar para nós.


- O que é que estás a fazer? - Perguntei olhando para ele.


Ele não disse nada apenas anotava algo. Encolhi os ombros e comecei a comer o hambúrguer.


- Okay, aqui está! - Exclamou estendendo um papel através da mesa.


Eu peguei e vi que tinha um nome Liam e em baixo um número de telemóvel.


-Quem é Liam?


-Sou eu.


- Porque é que me tas a dar o teu número?


- Eu...


-Espera, tu achas que estou interessada em ti? - Perguntei ficando de boca aberta. - Okay, o teu amiguinho foi apenas uma brincadeira ou até mesmo mera curiosidade para com um cliente. Mas assumir que eu estava interessada em ti e me dares o teu número não achas isso pretensioso?


- Pretensioso? Eu? - Perguntou admirado arqueando uma sobrancelha.


- Sim, tu - disse dando uma dentada no hambúrguer e tapando a boca continuei a falar porque estava cheia de fome e ele não ia-me impedir de comer. - Tu és o típico mulherengo não és?


- Mulherengo? Tu deves de ser a típica rapariga mimada que tem tudo o que quer não é?


Eu fiquei corada, ele não fazia ideia do que eu passara e nem me conhecia de lado nenhum. Eu não estava a gostar nada disto.


- Tu não sabes nada de mim - disse irritada largando o hambúrguer irritada.


- Aposto que tens uns pais ricos... e como rebeldia fugiste. - Disse olhando para mim irritado.


-Mas quem raio pensas que é?


- Pelo que disseste um presunçoso.


- Okay, o que raio está aqui a se passar?


Tanto eu como Liam olhamos para a rapariga irritados. Ela ficou espantada por um segundo mas então Liam levantou-se.


-Não se passa nada Mel. Hum eu apenas dei o meu numero porque estás numa viagem sozinha e eu também estarei, se tiveres algum problema quero que me ligues, porque poderei ajudar. Se o teu pneu arrebenta ou o teu motor não dar. Entendes?


Fiquei sem palavras a olhar para ele. Ele olhou para mim por meio segundo para ver se eu entendera. Mas um segundo depois virou-se e foi para o balcão onde uma senhora de cabelos loiros curtos o chamou. Ainda espantada olhei para Mel que parecia confusa.


- Ele é sempre assim? - Perguntei baixo.


- Não - disse sentando-se na cadeira onde Liam tinha estado. - Ele deu-te o número dele?


- Não, ele sentou-se sem dizer uma palavra escreveu o número num papel e deu-me sem dar justificação.


- Entendo a tua reacção, mas ele não é o género de rapaz de se atirar a raparigas ou ser um jogador. Acredita!


Ela sorriu e então uma rapariga sentou-se na outra cadeira tinha o cabelo loiro longo com olhos azuis.


- Estás muito enganada Mel! Ele é um jogador! Ou estás a te esquecer que ele ontem foi para a cama comigo e hoje já nem quer saber de mim.


Mel tentou protestar mas eu ergui a mão calando-a.


- Se achas isso interessante estás enganada, só te faz parecer oferecida.


A rapariga ficou de boca aberta assim como Mel que tentou não rir. Vindo do nada, ela deu-me uma bofetada fazendo-me virar a cara, ela ainda tentou pegar no meu cabelo mas Liam agarrou-a e afastou da mesa armando uma confusão fazendo toda gente olhar para nós confusos. Olhei para trás e vi Liam a pô-la fora do bar. Quando ele voltou parecia aborrecido, ele olhou de relance para mim para verificar se estava tudo bem antes de ir para o balcão para atender alguns clientes que pareciam impacientes. Eu voltei a dar atenção ao meu hambúrguer e a minha cola que estava a ficar vazia.


As vezes as primeiras impressões são importantes para ter uma ideia de como é a pessoa. Por exemplo com Liam a minha impressão foi que ele era um mulherengo e jogador. Mas agora eu via três impressões o mulherengo, o insensível e o sensível. Mas o que raio se passava? Porque me sentia estranhamente atenta ao que estava a fazer no balcão. Ele olhou para mim de relance e eu desviei o olhar vendo que Mel estava a olhar para mim a espera que eu dissesse algo.


- Desculpa! Disseste alguma coisa? - Perguntei envergonhada. 


- Eu perguntei se estás bem Ella? - Perguntou enquanto fazia um sinal com a mão para o balcão a chamar alguém. 


- Ahh, estou bem. Não te preocupes. - Disse sorrindo


Liam vendo que Mel estava a chamar sai do balcão com outro prato com um hambúrguer que deixou na nossa mesa a frente de Mel. 


- Queres mais alguma coisa?


- A Ella vai querer um coca-cola. - Disse Mel sorrindo para Liam. 


Porque é que ela disse o meu nome? Liam pegou na minha lata vazia e foi até ao balcão. Jules que estava a passar por nós deu um olhar a Mel que me arrepiou, eu conhecia aquele olhar desesperado. 


-Okay, o que raio se passa com aquele gajo?? - Perguntei antes de dar uma dentada no meu hambúrguer.


- Quem? Jules? - Perguntou admirada abaixando o seu hambúrguer. 


- Sim, ele não para de olhar para ti é um pouco assustador.


- Ele é o meu ex. 


- Ainda não aceitou o término? - Perguntei com a boca cheia.


Ela riu-se enquanto eu mastigava. - Pode-se dizer que sim. Namoramos durante um ano, nessa altura trabalhava aqui por isso era perfeito, estávamos sempre juntos a namorar, mesmo na presença da minha mãe que é a dona deste bar e... oh meu deus eu devo estar a te chatear com esta conversa. 


- Por favor, demora o tempo que quiseres. É ouvir te ou ter que aturar aqueles homens no balcão - disse pegando na Coca-Cola. 


- Pois, percebo-te - diz dando uma dentada no hambúrguer. - Então - disse de boca cheia antes de engolir - estava tudo a correr bem até que um rapaz local começou a falar comigo e a vir ao bar todos os dias... e Jules começou a ter crises de ciúmes. E quando digo crises eu digo apanhar a bebedeira e me seguir para todo o lado até que um dia esse rapaz apareceu com um olho negro e a dizer que não queria ser mais meu amigo. 


- Deixa adivinhar, foi Jules que o ameaçou. 


- Nem mais. Foi confronta-lo o que deu numa enorme discussão seguida é claro com o termino e desde ai as coisas tem sido tensas entre nós. Tem havido discussão atrás de discussão, guerras se um rapaz começasse a falar comigo. Mas tudo está normal desde há dois meses. 


- Ainda assim ele não esqueceu - supôs. 


Ela acenou negativamente enquanto comia e eu olhei para Jules. Ele estava no balcão a servir e a olhar de canto para nós. 


- Isso é lixado - disse e arrotei sonoramente.


Mel riu-se e eu reparei que Liam estava a olhar para mim de boca aberta espantado com o que tinha feito. 


A partir dai eu e a Mel pusemos a nos conversar de tudo um pouco desde música a livros a series. Quanto mais falávamos, mais víamos que tínhamos imenso em comum. Tinha se passado uma hora e não paramos de falar até que ela fez a derradeira pergunta. 


- Porque é que estás a fazer uma viagem sozinha? - Perguntou-me apanhando-me de surpresa no meio de uma risada.  


O meu riso morreu ao olhar para ela. Era uma pergunta fácil de simples resposta mas que me fazia sentir uma mentirosa. 


- Queria uma aventura.


Ela observou-me de cima abaixo empurrando o seu prato vazio para a beiro do meu. 


- Não é só isso - disse pensativo. - Aconteceu algo contigo e com um rapaz. 


-Porque é que tem que haver um rapaz? - Perguntei admirada abanando cabeça. - As vezes um pato é um pato. 


- Sempre há um rapaz na história. 


- Pois nesta não há. - Disse encolhendo os ombros reparando que era quase duas da manhã. - Obrigada pela conversa. 


Peguei na carteira para pagar enquanto ela escrevia algo num guardanapo e assim que coloquei o dinheiro certo ela deu-me o guardanapo onde tinha o seu número.


- Se alguma vez precisares de conversar liga me - disse sorrindo. - Quando vais?


- Amanhã - disse no momento em que Liam ponha a minha conta na mesa.  


- Oki que tenhas uma boa viagem - disse quando me levantei colocando o dinheiro na mesa.


- Obrigada - disse sorrindo. 


Ela levantou-se e deu-me um abraço apertado. Desviando o olhar de Liam que estava arrumar os pratos atravessei o café com um sorriso na cara, organizando uma lista na cabeça:


Wishlist Roadtrip

 

1- Conhecer um desconhecido - Feito (a Mel)

 

2- Cortar o piropo a um rapaz - Feito (o Jules, até contava com Liam mas julguei mal)

 

3 - Dormir sob as estrelas 

 

4 - Apanhar uma bebedeira com um desconhecido

 

5 - Ir ao festival do milho no Texas (lembrara-me que Mary não parava de falar disso)

 

E continua...


Tinha que escrever tudo no meu Notebook pensei enquanto abria a porta do bar para sair para o parque de estacionamento. Reparei que estava escuro como breu e era impossível ver os carros ou até mesmo o motel. Estava a atravessar a rua quando ouvi uma voz atrás de mim. 


- Ella! 


Olhei e vi que era Liam que estava a correr até mim, eu parei quando ele alcançou-me. 


- Que foi? - Perguntei desconfiada. 


- Esqueceste-te disto - respondeu dando-me um pedaço de papel. 


Eu peguei no papel e vi que tinha lá o número dele. 


- Liam, eu…


- Ella, por favor… Se algo acontecer, liga-me, mesmo que esteja longe, eu irei ter contigo, nem que demore um dia. Há coisa que acontecem, promete-me.


- Okay, eu prometo! – Exclamei passando a mão pelo cabelo irritada. 


Ele deu meio sorriso antes de se virar para o bar. Ainda admirada virei-me para a o motel, e foi para o meuquarto para dormir. 


 


Na Manha Seguinte (depois de horas bem dormidas)…


Peguei nas minhas malas e sai do motel, desci as escadas e foi a procura das chaves do carro quando congelei a olhar para o parque de estacionamento. Senti-me tonta e sentei-me em cima de uma das malas. Isto não podia estar a acontecer, pensei passando as mãos pelo cabelo sentindo que estava prestes a entrar em pânico…

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17
Jul14

A Voz 2#, O Lugar Onde Pertenço

por stardustandmoonlight

 

Liam

Acordei com o cabelo dela a fazer cocegas no meu peito. Abri os olhos e reparei que ela estava com uma perna sobre a minha cintura e um dos braços sobre o meu peito. E estava com a cabeça sobre o meu ombro enquanto ressonava levemente... eu nem me lembrava do nome dela, a única coisa que me lembrava era das 12 cervejas que bebera e que ela andava a se atirar a mim desde que comecei a trabalhar no bar.

Ela tinha o cabelo loiro despenteado e com um cheiro a laca que me fez franzir o nariz, ela estava a usar uma t-shirt branca que dava para ver o seu cu arrebitado.

Boa Liam, como é deixaste isto acontecer? Disse uma voz bastante familiar na minha cabeça que me fez esfregar os olhos cansado. A ressaca fez-me doer os olhos ao olhar para a janela, estava com tamanha ressaca que até rezei para não vomitar. Com cuidado, rodeia até ficar estendida na cama como se estivesse sempre lá.

Levantei-me com cuidado para não a acordar e reuni todas as minhas roupas e sai do quarto de hotel (mesmo só usando um boxer), estava a amanhecer, tinha um ligeiro nevoeiro e o ar ainda parecia demasiado fresco, vesti rapidamente as calças e as sapatilhas, cheirei a camisola que estava a cheirar a álcool e fumo.

Espreguicei-me e olhei para as horas no telemóvel, eram quase sete, tinha ainda uns minutos para tomar banho antes de ir trabalhar, desci as escadas e olhei para o quarto de onde saiu.

Não era a primeira vez que me acontecia tal coisa, mas no entanto, tinha jurado que não voltava acontecer, essa promessa apenas durou um mês.

Mas o que podia fazer? Colocar uma trela em mim e esperar recusar quando se atiram a mim? Eu imaginava que aquela rapariga ao acordar iria direita ao bar... provavelmente fazer um escândalo ou até ter na ideia do que se passou tinha algum significado além de ser uma cena de uma noite. Resmunguei entre dentes tirando do bolso as chaves do meu quarto, abriu e foi direito ao chuveiro ignorando a montanha de roupa espalhada. Tomei um banho rápido e vesti-me em cinco minutos estava pronto e a entrar no bar que ficava perto do motel.

Mel já estava a arrumar as cadeiras das mesas quando reparou que eu estava a entrar.

- Olha quem é ele, grande show ontem a noite quem diria que cantavas assim tão bem! - Exclamou batendo palmas.

Eu resmunguei parecendo que cada som me dava uma martelada na cabeça. Fiz a calar levantando a mão enquanto ia direto para o café enchendo uma chávena e bebendo num instante sentindo-me finalmente acordado. Olhei para Mel que estava a varrer o chão, era loira de olhos verdes, corpo magro e lindo... facilmente me interessaria nela mas eu não estava nada interessado, não depois do que se passou.

Eu respirei fundo enquanto a cafeina entrava no meu sistema, foi ai que me lembrei do que Mel me disse.

-Espera, eu cantei? - Perguntei passando as mãos pelas tempuras.

- Ohhh sim, stairway to heaven- disse sorrindo enquanto varria. - Estavas a tentar seduzir a Katty e pelo que vi e pelo que vejo agora correu muito bem.

Resmunguei entre dentes enquanto a mãe de Mel entrava a Sara. Assim que me viu deu-me um abraço apertado, eu coloquei-a debaixo do meu braço.

- Liam, porque não ficas cá, podias trabalhar aqui - disse sorrindo para mim.

Sara fora a primeira pessoa que conhecera quando cheguei a Cleveland, ela era loira de cabelos curtos e notava-se que já estava com uma certa idade... ela ofereceu-me um trabalho assim que se apercebeu que eu era um nómada... um viajante. E estava a uma semana a trabalhar no bar dela.

- Agradeço a oferta mas amanhã vou me embora.

-Mas eu pensei que tu e a Katty estavam a dar se bem, ontem a noite.

Mel riu-se descaradamente e começou a abrir as janelas do bar. Eu corei a olhar para aquela senhora simpática.

- Pois, mas há um problema.

-Qual é esse? - Perguntou rindo.

- Estás a brincar, não sou homem para uma mulher!

Ela abanou a cabeça em desapontamento fingido e então passou uma mão pelo meu ombro.

- Um dia... e lembra te bem destas palavras... Vais-te apaixonar tão profundamente que quando perceberes será tarde demais. O meu conselho para ti rapaz é abre bem os olhos. Porque a próxima rapariga que entrar por aquela porta pode ser a tua alma gémea.

Nesse momento a porta da frente se abriu e uma rapariga que devo de dizer... Exagero de peso e com dentes partidos, conhecida por andar em boxe feminino da região. Tanto eu como Mel e Sara olhamos.

- Espero bem que não - murmurei o que fez com que Mel risse as gargalhadas.

A mulher pediu um café e a umas torradas. Mel começou a fazer o pequeno almoço enquanto eu e a Sara cuidávamos da caixa.

-Liam, acredita, ela está algures por ai e ela está a tentar chegar aqui o mais rápido possível.

-Mas Sara eu já estou apaixonado - disse rindo.

Eu sai do balcão pegando num pano para limpar as mesas.

- A serio, estás?

- Oh, sim! Ela tem curvas, magra, as vezes pode ser... bastante flexível... outras vezes ela consegue tão teimosa indo apenas numa direção e pode levar-me a lugares loucos que me levam a êxtase...

-Liam!

Exclamou Sara, eu estava tão entretido a limpar as mesas que não reparei que elas estavam a olhar para mim, espantadas.

- Calma, é a estrada!

Mel riu-se de novo enquanto ambas as mulheres abanando a cabeça.

Mas era verdade, o meu único grande amor era a estrada e não via a hora de estar nela, percorre-la... Hum, era uma relação de uma via mas que era perfeita e não precisava mais que isso.

Durante horas em que servia, falava e cozinhava no bar por isso quando chegou a meio dia e foi comer fiquei supresso por ver a Katty a entrar e ir direta para a minha mesa.

- Hey babe, saíste tão cedo, nem deu para me despedir de ti. - Disse colocando ambas as mãos na mesa fazendo com que os seus seios quase saltassem para fora da camisola.

- Pois, eu tinha que vir embora, sabes como é tem que se trabalhar.

-Pois e o teu turno acaba agora não é? Talvez pudéssemos ir para o quarto de novo... - disse com os olhos verdes dilatados.

- Hum é melhor não, vou trabalhar a noite e tenho que dormir.

- Talvez amanhã? Ou no final do turno da noite.

Engoli em seco a rapariga não ia desistir tão facilmente, isso não era bom.

- Amanhã vou me embora, Katty.

Disse de forma brusca e direta que fez com que ela se endireitasse olhando para mim confusa e magoada. Detestava isto. Ela mordeu o lábio e piscou duas vezes olhando para mim.

- Oh, eu pensei que... ontem... hum é melhor ir indo então. - Disse e sem esperar duas vezes por algo que eu deva dizer, virou se atravessou o bar até ao balcão, movendo a anca de tal maneira que era impossível não olhar para aquele cu a sair dos mini calcões que usava. Eu nem devia de olhar, foi aquele cu que me levou para cama ontem a noite.

Depois de almoçar, despedi-me de Mel e de Sara e foi direto para o Motel onde cai na cama e adormeci de imediato.

Quando acordei eram 7 e 30 da tarde sai da cama e tomei um banho rápido, vestindo uma camisa preta e umas calças de ganga, calcei as minhas botas, e sai do quarto.

Era altura de pagar, a minha ultima noite que iria passar aqui e de amanhã a tarde, iria pegar no meu camaro e ir para Illinois. Estava farto de estar parado. Foi em direção a receção que ficava perto do bar. Estava prestes a entrar quando reparei numa rapariga de Jersey e uns shorts azuis com umas sapatilhas. Ela tinha o cabelo castanho despenteado e parecia bastante baixa. Mas paralisei quando ouvi-a falar.

- Um quarto por uma noite, por favor - disse baixo e com a voz rouca.

O rapaz entregou-lhe a chave e ela virou-se e saiu pela porta lateral, indo para um Ford azul classico. Ela entrou no carro e entrou no parque de estacionamento

Aquela voz... Deus, odiava aquela voz e por consequência odiava-a. Empurrei para baixo todos os meus pensamentos e entrei na receção.

- Liam, ei! Que fazes?? - Perguntou-me Mike.

- Ei Mike, vim pagar está noite vou embora amanhã.

- A serio? Eu pensei que ias ficar, vi-te tão agarrado a Katty - disse sorrindo.

A serio? Quem é que não esteve no bar ontem a noite. Estava a começar a ser irritante... De certeza que estava como capa de jornal hoje, apostava que sim, aqui as noticias eram escassas no entanto quando havia era como se alguém andasse com um sino: Ultimas noticias, ouçam Liam foi para a cama com Katty e existe possibilidade de ele casar com ela, ter filhos e ter um problema de álcool. Fiquem atentos!

Sim, era bem provável...

- Apenas uma noite - disse encolhendo os ombros.

Ele sorriu e então deu-me o recibo e eu paguei com cartão de credito. Sai da receção e foi para o bar. Jules estava hoje comigo e com a Mel. Eu detestava aquele gajo... era um desgraçado que estava a rondar Mel de um maneira nojenta que me fazia querer dar-lhe um murro. Ele estava no balcão a falar com uns camionistas, enquanto Mel tratava da comida. Assim que me sentei no balcão, ela deslizou um prato com hamburger e batatas fritas e uma Coca-Cola com gelo e limão.

- E a cerveja? - Perguntei indignado.

- Nem penses que vou-te dar uma cerveja depois do que se passou ontem - disse sorrindo.

Revirei os olhos, enquanto comia notei que estava a ser observado por algumas raparigas e uma delas era Katty, revirei os olhos ficando feliz por me ir embora amanhã.

Durante duas horas, não parei de trabalhar enquanto pessoas que estavam em viagem paravam para comer alguma coisa, ou até mesmo os fregueses habituais. Mas a minha a mente estava a percorrer a estrada.

Não havia razões, medos, incertezas ou culpas para estar na estrada, apenas tinha que o fazer e estava a adorar não ter responsabilidades nenhumas sobre a minha vida a não ser a estrada.

No entanto tinha que ter dinheiro se queria comer e ter lugar onde dormir por isso estava a trabalhar no café do motel a duas semanas, os donos tinham sido incrivelmente generosos com a minha estadia, também não pedira por muito apenas um lugar para dormir. Mas estava a sentir falta da estrada.

Olhei para a porta quando ouvi o pequeno sino a tocar, uma rapariga de cabelos castanhos arruivados longos despenteados e com olheiras debaixo daqueles olhos verdes entrou abaixando a cabeça ao repara que no balcão tinha só homens que aperceberam-se da sua presença. Revirei os olhos, limpando um copo, enquanto repara que ela se sentava numa mesa e pegava no menu. Ela estava com a roupa amarrotada e parecia que estava acordada a horas de dirigir na estrada, e eu conhecia aquele olhar. Ela estava a procura de sonhos e aventuras. No entanto parecia perdida... E por alguma razão senti-me tentado a mostrar-lhe tudo...

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17
Jul14

Escolhas, Stardust 1#

por stardustandmoonlight



Escolhas são para ser feitas não pedidas.

Um dia estive sobre encruzilhadas e mundo parecia basto, magnifico e grandioso. Eu segui o meu caminho e foi ter a um caminho de ferro e esperei pelo comboio para conhcer o mundo quando tu apareceste. Estavas com uma mochila e a ouvir musica com os headphones postos. Tu sorriste ao ver que eu te observava e sentas-te ao meu lado... Não pode deixar de reparar que cantavas baixinho para ti proprio enquanto esperavamos. 

Eu tentei falar contigo mas as palavras falhavam era como se faltasse a coragem. Eu não estava pronta...

O comboio estava a chegar... levantas-te para ficar perto da plantaforma, Quando ele parou entraste e olhas-te para mim. 

- Vens? - Perguntou sorrindo.

By: Patrícia Ferreira




Será que ela ira com ele?
  
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15
Jul14

O Começo 1#, O Lugar Onde Pertenço...

por stardustandmoonlight

Ella 
Tinha acabado agora o primeiro ano de faculdade e estava exausta, eu mal tinha tempo para ter uma vida social. Era faculdade, trabalho no supermercado e casa, não tinha tempo para nada. E estava a ficar saturada, não tinha tido tempo para mim, não tinha saído da casa que tinha alugado com a minha melhor amiga.

Era algo que eu não podia evitar, se queria ser psicóloga, mas a verdade é que já perdera a vontade de tirar o curso. Tinha acabado por passar com média de 19 no entanto tem sido uma tortura o stress, principalmente quando ainda depois da escola vou trabalhar cerca de 5 a 6 horas num supermercado. A minha mãe tentara-me ajudar com as despesas só que isso era admitir que estava a precisar de ajuda. E eu não gostava de ajudas, agora pelo menos, não precisava, estava financeiramente bem. Não precisava de ajuda por isso hoje despedi-me e a ideia de não estar a fazer nada não me estava a deixar dormir.

Sai da cama e foi até a cozinha, Mary estava no computador, quando entrei ela olhou para mim desconfiada.

Eu conhecia-a aos anos e sabia bem que se queria esconder algo dela teria que estar no melhor humor, mas nesta noite não estava no meu melhor humor.

- Ella, estás bem? – Perguntou chamando-me a atenção enquanto ia ao frigorífico

Eu olhei para ela e vi que ela era loira de olhos azuis, ela tinha pele de porcelana perfeita, o cabelo dela era longo e encaracolado parecendo um véu despenteado, ela estava sem as lentes contacto e estava a usar um ray ban pretos e brancos, ela estava a fazer o final de um trabalho de economia, ela estava a usar uma t-shirt larga e uns shorts. Encolhi os ombros pegando num iogurte.

- Mais ou menos – murmurei e sentei-me a frente dela na pequena ilha da cozinha que dividíamos.

Ela franziu os lábios enquanto teclava enquanto eu comia.

- Fizeste bem despedir-te Ella, não te stresses, estás em férias. O que vais fazer? Vais para casa?

- Aturar a minha mãe a dizer que devia ter ido para medicina e o meu pai a chatear-me que eu devia de ir para direito. Nem pensar!

- E o Sam?

Franzi os lábios e olhei para o iogurte. Era a pergunta mais repetida da semana e estava farta de ouvir, sabem quando um relógio cuco está sempre a fazer a tocar, bem era assim, era um martelada sempre que ouvia está pergunta era horrível, fazia o meu coração apertar e olhar para baixo.

- O habitual – disse encolhendo os ombros.

Ela desviou o olhar e fechou o computador e levantou-se para ir para a cama.

- Talvez devesses ir embora, espairecer e ir dar uma volta, viajar.

- Não, eu estou a pensar em concorrer para a biblioteca. Trabalhar como estagiaria.

- Tu é que sabes, eu vou para Texas, para um rancho se quiseres podes vir. – disse indo para o quarto.

- Eu vou pensar nisso – murmurei no momento em que ela fechou a porta.

A ideia de passar uns meses no Texas, um sitio que eu não conhecia e provavelmente iria estar a fazer nada, tinha 20 anos… Eu queria… tanta coisa mas não tinha coragem para nada, pensei levantando-me indo para o quarto. Ao entrar olhei para o espelho, eu era baixa de olhos verdes, morena, com cabelo castanho longo até a cintura enquanto, eu estava com um t-shirt enorme azul longa até as cochas. Eu parecia confusa e cansada.

Deitei-me e desliguei a luz e tentei adormecer mas não conseguia… estava tão farta, tudo o que se passara deixara-me tão desfeita e tão confusa… universidade, supermercado, casa, universidade… Estava dependente desta rotina e não fazia o que queria desde a anos… eu tinha sonhos, queria viajar, pegar no carro e ir… Porque não? Porque não o fazia? Eu podia viajar, visitar lugares, sozinha e curar as minhas feridas.

Mas eu não podia fazer… Largar tudo, sem pensar duas vezes, podia correr perigos ou ser roubada, ou até raptada… Eu podia ter um acidente… Okay, estou delirar e a ter um ataque de pânico mesmo nem tomando uma decisão definitiva.

Peguei no pc e foi ao blog que eu seguia com frequência, que se chamava Life On The Road, era sobre um rapaz que estava a fazer uma road trip durante um, ano esteve em Itália, em França, na Alemanha e neste momento estava na América. O último post era sobre Chicago, onde ele colocou-se a trabalhar num bar para poder continuar a sua viagem, tinha fantásticas fotos de locais sobre Chicago.

Eu podia sonhar, com a ideia de viajar com a ajuda do anónimo mas infelizmente, era só uma ideia… afinal era algo que eu sempre podia sonhar…

Estava a ler o post quando vi que tinha uma mensagem para mim, porque eu as vezes comentava alguns dos posts.

“AnonimaSonhadora, as vezes sonhos são para ser seguidos, talvez seja altura de largar tudo e ir atrás deles. O que tens a perder? Duas semanas? Um ano? Nada muda, nada é perdido se souberes organizar a tua vida e souberes como conseguir os teus sonhos, conseguiras. E se perderes, é como dizem a que cair para aprender a andar.”

Wow, está não estava a espera… Respirei fundo e sem pensar duas vezes fechei o pc e comecei a fazer a mala, peguei em calças, calções, tops, camisolas, roupa interior, calçado numa mala grande. Peguei no pc e o carregador e pôs na mochila, o tablet, a minha máquina fotográfica, a minha polaroid e varias recargas, coloquei também vários carregadores para o carro e verifiquei se tinha todos os meus documentos. Vesti uma roupa mais apropriada e sai do quarto de malas na mão, foi até a cozinha e escrevi um bilhete apressado a Mary, calcei as sapatilhas e sai do apartamento, e desci as escadas até a garagem onde estava o meu lindo e clássico ford azul com listas, que era um descapotável, coloquei as malas na mala do carro e foi e entrei no carro sorrindo e sentindo uma adrenalina louca a passar por mim, enquanto ligava o carro e estava a dar a musica, Come on, let’s go dos Girl in a coma! Sorri por que era apropriado, eu estava pronta.

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15
Jul14

O Lugar Onde Pertenço (Conto)

por stardustandmoonlight

Estrelas, como sou nova aqui vou começar por publicar o meu Conto - O Lugar Onde Pertenço, onde, já agora está disponivel no meu outro blog Love Peace and Write e Wattpad.

 

Sinopse: 

Ele queria ensinar-lhe como viver a vida.
Nenhum dos dois esperavam que pudessem ter a aventura que tiveram.

 

Ela

Era um dia como todos os outros, entrei no carro, dirigi até ao emprego, trabalhei, sai, foi para casa, fiz o jantar, vi um filme e foi dormir. Nada estava diferente, excepto a sensação de estar a ser sufocada, estava tão sufocada... Estava tão farta... Estava... dependente daquela vida. Não podia ser... Não podia continuar assim, eu tinha sonhos, como viajar, pegar no carro e dirigir para longe...

Levantei-me decidida, peguei numa mala e coloquei tudo o que vinha a mão, camisolas, calças, roupa interior, sapatos e um necessaire com tudo o que precisava para cuidados de higiene, peguei na minha carteira com documentos e escrevi um bilhete apressado para a minha mãe, não se preocupar quando ela fosse me visitar. Sai de casa e peguei no carro, era altura de ir, pensei sorrindo.

 

Mais Tarde...

Estacionei no parque de estacionamento do motel, estava tão cansada de dirigir e nem fazia ideia do que estava a fazer.

Deve ser assim que os grandes heróis nos livros se sentem,como Harry Potter quando estava a procura dos Horcruxes, ou como Katniss nos Jogos da Fome, quando tem que salvar Peeta de morrer no primeiro livro. Confusos, perdidos e depois chega um momento em que o herói supera as dificuldades e sai dos destroços vivo e como herói!(Sim, eu leio esses livros! Não me julguem!) Mas neste momento apenas sentia-me cansada, exausta e com a necessidade de uma boa noite dormida.

Peguei na minha mala e foi para o meu quarto que tinha alugado a um senhor bastante esquisito na recepção. Paguei uma quantia absurda por um quarto não-fumante que ao abrir reparei que tinha a pintura desgastada, uma cama de madeira que parecia apresentável e uma casa de banho que parecia limpa. Coloquei a mala no chão e foi a procura do pequeno café que vira a entrada.

Entrei e reparei que só havia homens ao balcão que me fez de imediato apertar o meu casaco e baixar a cabeça para uma das mesas. Reparei que vários homens puseram-se a olhar para mim, mas fiz pouco casa pegando no menu para observa-lo.

- Então o que vai ser, uma fuga inesperada ou apenas uma visita familiar? - Perguntou uma voz.

Olhei para o Barman, que era loiro de olhos azuis e fiquei sem saber o que fazer era está pergunta que me assombrava, o que estava a fazer?

 

Ele

Não havia razões, medos, incertezas ou culpas para estar na estrada, apenas tinha que o fazer e estava a adorar não ter responsabilidades nenhumas sobre a minha vida a não ser a estrada.

No entanto tinha que ter dinheiro se queria comer e ter lugar onde dormir por isso estava a trabalhar no café do motel a duas semanas, os donos tinham sido incrivelmente generosos com a minha estadia, também não pedira por muito apenas um lugar para dormir. Mas estava a sentir falta da estrada.

Olhei para a porta quando ouvi o pequeno sino a tocar, uma rapariga de cabelos castanhos longos despenteados e com olheiras debaixo daqueles olhos verdes entrou abaixando a cabeça ao repara que no balcão tinha só homens que aperceberam-se da sua presença. Revirei os olhos, limpando um copo, enquanto repara que ela se sentava numa mesa e pegava no menu.

Ela estava com a roupa amarrotada e parecia que estava acordada a horas de dirigir na estrada, e eu conhecia aquele olhar. Ela estava a procura de sonhos e aventuras. No entanto parecia perdida... E por alguma razão senti-me tentado a mostrar-lhe tudo...

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15
Jul14

O Começo

por stardustandmoonlight

Olá Estrelas, 

é assim, eu começei este blog como uma especie de Testdrive que vai durar apenas 3 meses e quando acabar esse tempo irei decidir se devo de instalar aqui o meu blog que está na Bloguespot que se chama Love Peace and Write

 

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